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Não consigo ter orgasmo: pode ser um remédio?

Não chegar ao orgasmo tem muitas causas. Os ISRS costumam atrasá-lo. Bulas britânicas: problemas sexuais às vezes continuaram após parar (PSSD, PFS, PAS).

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Por Morten SkovPublicado
Não consigo ter orgasmo: pode ser um remédio?

Ter dificuldade para chegar ao orgasmo é comum e tem muitas causas, do estresse ao álcool. Um remédio pode ser uma delas: os antidepressivos ISRS muitas vezes atrasam ou impedem o orgasmo. As bulas britânicas desses remédios alertam que os problemas sexuais às vezes continuaram depois de parar, um quadro chamado disfunção sexual pós-ISRS (PSSD).

Outros dois remédios trazem um alerta parecido: a isotretinoína (Accutane), para acne, e a finasterida, para queda de cabelo. Quando os problemas duram, os quadros se chamam síndrome pós-Accutane (PAS) e síndrome pós-finasterida (PFS).

A página do serviço público de saúde britânico (NHS) sobre problemas de ejaculação (em inglês), escrita para homens, cita os ISRS como uma das causas. Em outubro de 2026, ela não diz que o problema pode continuar depois de parar. A página do NHS sobre antidepressivos (em inglês) diz que pode.

A história em três linhas

  1. A dificuldade para chegar ao orgasmo tem muitas causas, entre elas o estresse, o álcool e os antidepressivos, segundo a Brook (em inglês), uma organização beneficente britânica de saúde sexual.
  2. A bula britânica da sertralina (em inglês) lista “falha na ejaculação” como muito comum. A bula da paroxetina (em inglês) lista “ausência de orgasmo”.
  3. As duas alertam que os problemas sexuais às vezes continuaram depois de parar. Ninguém sabe com que frequência, segundo a equipe de pesquisa que definiu como fazer o diagnóstico (em inglês).

Imprensa: contact@sidefxhub.com

Cael tinha 18 ou 19 anos e tinha acabado de sair de casa quando o médico dele receitou um ISRS para ansiedade. Mais tarde, a dose aumentou e entrou um segundo antidepressivo. Depois disso, o sexo mudou.

Um trecho da entrevista de Cael à Moral Medicine, agosto de 2025, em inglês, de 5:28 a 6:01. As opiniões são dele. Em outro momento do vídeo, ele fala de pensamentos suicidas. Se você está passando por um momento difícil: o CVV atende no telefone 188, ligação gratuita, 24 horas por dia, e no chat em cvv.org.br.

“Eu demorava mais para chegar ao orgasmo”, ele conta. Achou aquilo “meio estranho” e voltou ao médico, que disse que isso era comum com antidepressivos. “Ele nunca me disse que isso era possível”, diz Cael.

Por que eu não consigo ter orgasmo?

Há muitos motivos possíveis, e isso acontece com muita gente. Uma pesquisa britânica sobre sexo e relacionamentos (em inglês) perguntou a pessoas sexualmente ativas se, no último ano, tinham tido dificuldade para chegar ao clímax por três meses ou mais. Entre as de 16 a 24 anos, disseram que sim cerca de 2 em cada 10 mulheres e 1 em cada 10 homens.

A Brook (em inglês), a organização beneficente de saúde sexual, diz que estresse, ansiedade e depressão podem dificultar o orgasmo. Estar sob efeito de álcool ou de drogas também. E a pressão para chegar lá pode atrapalhar.

A página do NHS sobre ejaculação acrescenta problemas no relacionamento, diabetes e o avanço da idade.

Ela também descreve tratamentos para a ejaculação retardada. A terapia sexual, diz a página, “pode ajudar a aumentar a sensação de prazer durante o sexo e a tornar a ejaculação mais fácil”. Aos homens com um problema que não passa, ela diz para procurar um clínico geral.

Quais remédios podem impedir o orgasmo?

Vários tipos. Listamos oito tipos com efeitos colaterais sexuais. Segundo o NHS, sabe-se que muitos remédios atrasam a ejaculação, entre eles os antidepressivos, “particularmente” os ISRS. Os betabloqueadores também estão na lista.

O que dizem as bulas britânicas:

  • Antidepressivos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina). A bula da sertralina (em inglês) lista “falha na ejaculação” entre os efeitos colaterais muito comuns. A bula do escitalopram (em inglês) diz que “as mulheres podem ter dificuldades para atingir o orgasmo”.
  • Isotretinoína, a cápsula para acne vendida como Roaccutane no Reino Unido e como Accutane nos EUA (no Brasil, Roacutan). A bula britânica (em inglês) lista “dificuldades para ter um orgasmo”. Ela não informa com que frequência isso acontece.
  • Finasterida, o comprimido para queda de cabelo em homens, vendido como Propecia. A bula (em inglês) lista “problemas de ejaculação”, como menos sêmen. Ela não menciona o orgasmo.

Nem sempre é o remédio. O humor deprimido pode atrapalhar o orgasmo por si só, então o momento importa: já era diferente antes da primeira dose? Nosso guia para saber a diferença entre PSSD e depressão trata disso.

No vídeo abaixo, a urologista Carolyn Salter explica o orgasmo retardado em homens. Ela cita os remédios como uma das causas, em especial os antidepressivos, e orienta os pacientes a conversar com quem receitou o remédio.

A Dra. Carolyn Salter para a International Society for Sexual Medicine (ISSM), outubro de 2022, em inglês. Um trecho: os primeiros 100 segundos. As opiniões são dela.

Pode continuar depois de parar o remédio?

Para algumas pessoas, durou anos depois de parar. Ainda não se sabe em quem isso vai acontecer, nem se vai melhorar.

As bulas dos ISRS têm uma frase em comum: em alguns casos, os sintomas sexuais “persistiram após a suspensão do tratamento”. A página do NHS sobre antidepressivos também diz isso.

A bula do Roaccutane diz que há relatos de “problemas sexuais de longa duração” que continuaram “apesar da interrupção do tratamento”. A do Propecia lista “problemas persistentes de ejaculação após a interrupção do tratamento”.

Uma equipe de pesquisa publicou em 2022 critérios para diagnosticar a PSSD (em inglês). Um dos sinais é a “incapacidade duradoura de chegar ao orgasmo”, ainda presente três meses ou mais depois da última dose.

Katie começou a tomar fluoxetina, o princípio ativo do Prozac, aos 21 anos e tomou por cerca de três anos. Aos 35, ela ainda inclui a anorgasmia, que é não chegar ao orgasmo, entre os sintomas.

Um trecho da entrevista de Katie à Moral Medicine, maio de 2026, em inglês, de 0:35 a 1:23. As opiniões são dela.

Uma equipe de pesquisa reuniu relatos (em inglês) de pessoas cujos problemas sexuais tinham continuado depois de um remédio. Entre os relatos sobre antidepressivos, cerca de 6 em cada 10 dos enviados por mulheres e 3 em cada 10 dos enviados por homens descreviam dificuldade para chegar ao orgasmo. As pessoas escolheram enviar seus relatos, então os números não mostram com que frequência isso acontece.

Ninguém fez essa conta ainda. É por isso que as notificações à agência reguladora importam.

Outros problemas sexuais podem vir junto, como a dormência genital. Os genitais de Cael continuam dormentes, ele conta, mais de um ano depois do último antidepressivo.

O que eu posso fazer?

Procure um clínico geral se a mudança não passar, seja qual for a causa que você imagina.

Esses remédios ajudam muita gente. Se você tem efeitos colaterais, essa é uma decisão sua e de quem receitou o remédio. Não pare um antidepressivo de uma vez. Para a finasterida e a isotretinoína, siga o que diz a bula.

Cinco informações ajudam na consulta:

1
O que mudou

“Não consigo chegar ao orgasmo de jeito nenhum”, ou “agora demora muito mais”.

2
Quando começou

“Duas semanas depois de começar a sertralina”, ou “sempre foi assim”.

3
Seus remédios

“Sertralina 50 mg desde janeiro de 2025, último comprimido em junho de 2025.” Inclua os que você já parou.

4
Como era antes

“Nenhum problema antes de 2025.”

5
O que mais vão perguntar

Álcool, seu humor, seu relacionamento, anticoncepcionais, diabetes.

O que contar ao seu médico ou à sua médica. Use as suas datas e as suas palavras.

Muitas pessoas contam que demoraram a ser levadas a sério. Leve a frase da bula. Você pode notificar mesmo que nenhum profissional de saúde concorde.

Notifique: isso ajuda todo mundo

Um relatório médico ajuda você. Uma notificação à agência reguladora ajuda todas as outras pessoas: é assim que os padrões aparecem.

  • Não precisa ter certeza. Basta suspeitar, mesmo anos depois de ter parado.
  • Onde: no Brasil, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pelo VigiMed; no Reino Unido, pelo sistema Yellow Card; nos EUA, pelo MedWatch.
  • Use as palavras certas. Se os sintomas continuaram depois de parar, escreva Disfunção sexual pós-ISRS (Post-SSRI sexual dysfunction) (MedDRA 10086208) se você tomou um ISRS ou um IRSN, ou Síndrome pós-inibidor da 5-alfa-redutase (Post 5-alpha-reductase inhibitor syndrome) (MedDRA 10082430) se tomou finasterida. Para a isotretinoína ainda não existe um termo, então diga que os sintomas continuaram depois de parar.

Nosso guia para notificar efeitos colaterais mostra como fazer

O que mais as pessoas perguntam?

O que é anorgasmia? É o termo médico para não conseguir chegar ao orgasmo. Nos homens, o NHS chama isso de ejaculação retardada: uma demora longa, ou não ejacular de jeito nenhum mesmo querendo. Você pode ter isso, diz o NHS, se acontece em mais da metade das vezes em que faz sexo.

É normal não ter orgasmo só com a penetração? Sim. A Brook diz que a maioria das pessoas com vagina não consegue chegar ao orgasmo só com a penetração, e que a maioria precisa também de estímulo no clitóris. O que importa é uma mudança: os critérios de 2022 só contam problemas que não existiam antes do remédio.

E se eu chego ao orgasmo, mas não sinto nada? Essa é outra mudança, e os critérios de 2022 também a contam como um sinal de PSSD. Nosso artigo sobre orgasmo sem prazer explica. Leia mais sobre a PSSD, a PAS e a PFS.

Cael só soube que os antidepressivos podem atrasar o orgasmo quando contou ao médico. Se o seu orgasmo mudou com um remédio, conte também ao seu médico ou à sua médica. Se o orgasmo não voltou desde a última dose, notifique.

Fontes

  1. NHS, Ejaculation problems (em inglês), página revisada pela última vez em 9 de fevereiro de 2023. “Os problemas de ejaculação são problemas sexuais comuns nos homens.” A página define a ejaculação retardada (transtorno do orgasmo masculino) como “ter uma demora significativa antes da ejaculação” ou “não conseguir ejacular de jeito nenhum, mesmo que o homem queira e a ereção esteja normal”. “Você pode ter ejaculação retardada se não consegue ejacular em mais da metade das vezes em que faz sexo.” Causas psicológicas: “problemas no relacionamento, estresse ou depressão”. As causas físicas incluem diabetes, lesões na medula espinhal, esclerose múltipla, cirurgia na bexiga ou na próstata e o avanço da idade. “Sabe-se que muitos remédios causam ejaculação retardada, entre eles: os antidepressivos, particularmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS)”, “remédios para tratar a pressão alta, como os betabloqueadores” e “antipsicóticos”. A terapia sexual “pode ajudar a aumentar a sensação de prazer durante o sexo e a tornar a ejaculação mais fácil”. “Se você tem um problema persistente de ejaculação, procure seu clínico geral.” A página trata de homens. Lida em 12 de outubro de 2026, ela não cita a isotretinoína nem a finasterida, e não diz que a ejaculação retardada pode continuar depois que um remédio é interrompido. A página Antidepressants do NHS (fonte 9) diz que os problemas sexuais podem continuar depois de parar.
  2. Brook, Orgasms and pleasure (em inglês), página atualizada em 28 de julho de 2026. A Brook é uma organização beneficente britânica de saúde sexual para jovens. “Quando alguém está lidando com muito estresse, ansiedade ou depressão, pode achar difícil aproveitar o sexo ou chegar ao orgasmo. Os antidepressivos (remédios que algumas pessoas tomam para ajudar na depressão) também podem diminuir o desejo sexual e dificultar o orgasmo.” “Também pode ser mais difícil ter um orgasmo sob efeito de drogas ou de álcool.” “Colocar pressão em você ou em quem está com você para ter um orgasmo pode, na verdade, tornar isso mais difícil.” “A maioria das pessoas com vagina não consegue chegar ao orgasmo só com a penetração vaginal. A maioria precisa de algum tipo de estímulo no clitóris.”
  3. Mitchell KR, Mercer CH, Ploubidis GB et al. Sexual function in Britain: findings from the third National Survey of Sexual Attitudes and Lifestyles (Natsal-3) (em inglês). Lancet 2013;382(9907):1817-29. Uma pesquisa com amostra probabilística na Grã-Bretanha, de 2010 a 2012. Tabela 3, participantes sexualmente ativos que relataram um problema com duração de três meses ou mais no último ano: dificuldade para chegar ao clímax, de 16 a 24 anos, 9,2% dos homens e 21,0% das mulheres (todas as idades: 9,2% e 16,3%). É uma pesquisa feita em um único momento: não perguntou sobre esses remédios.
  4. Lustral (sertraline) 50 mg and 100 mg film-coated tablets, bula (em inglês), Electronic Medicines Compendium (EMC 2835), revisada pela última vez em dezembro de 2025. Seção 2, “Sexual problems”: “Em alguns casos, estes sintomas persistiram após a suspensão do tratamento.” A frase está citada como aparece na versão oficial em português da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), escrita em português europeu. Seção 4, muito comuns (podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas): “falha na ejaculação”.
  5. Seroxat (paroxetine) 10 mg, 20 mg and 30 mg film-coated tablets, bula (em inglês), EMC 7592, revisada pela última vez em outubro de 2024. Seção 2: “Em alguns casos, estes sintomas persistiram após a suspensão do tratamento.” Seção 4, muito comuns: “Mudança no desejo sexual ou na função sexual. Por exemplo, ausência de orgasmo e, nos homens, ereção e ejaculação anormais.”
  6. Cipralex (escitalopram) 5 mg, 10 mg and 20 mg film-coated tablets, bula (em inglês), EMC 7718, revisada pela última vez em maio de 2025. A seção 2 tem a mesma frase. Seção 4, comuns: “Distúrbios sexuais (ejaculação retardada, problemas de ereção, diminuição do desejo sexual e as mulheres podem ter dificuldades para atingir o orgasmo)”.
  7. Roaccutane (isotretinoin) 10 mg and 20 mg soft capsules, bula (em inglês), EMC 100633, revisada pela última vez em abril de 2026. Seção 2: “A isotretinoína foi associada a problemas sexuais. Entre eles estão problemas para ter ou manter uma ereção, queda da libido, ressecamento vaginal, dificuldade de chegar ao orgasmo e diminuição da sensibilidade nos genitais. Há relatos de problemas sexuais de longa duração em que os sintomas continuaram apesar da interrupção do tratamento com isotretinoína.” Seção 4, frequência desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis): “Dificuldades para ter um orgasmo”.
  8. Propecia (finasteride) 1 mg film-coated tablets, bula (em inglês), EMC 2194, revisada pela última vez em maio de 2026. Seção 4, incomuns: “você pode ter problemas de ejaculação, por exemplo uma diminuição da quantidade de sêmen liberada durante o sexo”. Frequência desconhecida: “problemas persistentes de ejaculação após a interrupção do tratamento”. A bula não usa a palavra orgasmo. As cinco bulas foram lidas em 12 de outubro de 2026.
  9. NHS, Antidepressants (em inglês), página revisada pela última vez em 12 de junho de 2025. Os efeitos colaterais comuns incluem “problemas com o sexo, como desejo sexual baixo, dificuldade para chegar ao orgasmo, ressecamento vaginal ou dificuldade para ter ou manter uma ereção; para algumas pessoas, esses problemas podem continuar depois de parar os antidepressivos”. “Não pare de tomar um antidepressivo de uma vez nem sem conversar antes com seu médico ou sua médica.”
  10. Healy D, Bahrick A, Bak M et al. Diagnostic criteria for enduring sexual dysfunction after treatment with antidepressants, finasteride and isotretinoin (em inglês). Int J Risk Saf Med 2022;33(1):65-76. Um consenso de especialistas. PSSD, critério adicional 5: “Incapacidade duradoura de chegar ao orgasmo ou diminuição da sensação de prazer durante o orgasmo”; critério 6: “O problema está presente por ≥3 meses depois de parar o tratamento”; critério 7: “Nenhum indício de disfunção sexual anterior ao remédio que corresponda ao quadro atual”. Para a PFS e a disfunção sexual pós-retinoide, o nome que o estudo dá ao quadro ligado à isotretinoína, o critério 5 é “Redução duradoura da sensibilidade genital e orgásmica”. “A incidência desses quadros é desconhecida.”
  11. Healy D, Le Noury J, Mangin D. Enduring sexual dysfunction after treatment with antidepressants, 5α-reductase inhibitors and isotretinoin: 300 cases (em inglês). Int J Risk Saf Med 2018;29(3-4):125-134. Relatos enviados ao RxISK.org, um site sobre segurança de medicamentos criado por quem assina o estudo e por colegas. Dificuldade para chegar ao orgasmo depois de um inibidor da recaptação de serotonina: 30 de 50 mulheres (60%) e 56 de 171 homens (33%). Depois da isotretinoína: 2 de 5 mulheres e 3 de 49 homens. Depois de um inibidor da 5-alfa-redutase, como a finasterida: 2 de 25 homens. A anestesia genital e o orgasmo fraco ou sem prazer são contados à parte. As pessoas escolheram enviar esses relatos, então os números contam o que elas descreveram e não permitem calcular uma taxa.
  12. Moral Medicine, entrevista com Cael (em inglês), 18 de agosto de 2025 (29 minutos), incluída aqui como um trecho de 5:28 a 6:01. Das legendas automáticas do YouTube: recebeu a receita de Lexapro (escitalopram) “aos 18, 19”, logo depois de sair de casa, para ansiedade e ataques de pânico (2:31 a 3:38). A dose aumentou e entrou o Effexor (venlafaxina) (5:01 a 5:08). “Só um pouco de disfunção erétil e eu simplesmente demorava mais para chegar ao orgasmo”; “isso é meio estranho” (5:33 a 5:40). O médico disse que isso era comum com antidepressivos; “ele nunca me disse que isso era possível” (5:44 a 5:59). Mais de um ano e quatro meses depois do último remédio, “meus genitais continuam dormentes” (13:49 a 14:01). A história dele no nosso site: Cael: ansiedade leve, depois 6 remédios.
  13. ISSM International Society for Sexual Medicine, How Long Is Considered Delayed Ejaculation? (em inglês), 19 de outubro de 2022 (4 minutos), com a Dra. Carolyn Salter, urologista especializada em medicina sexual e reprodutiva masculina. Parafraseado, não citado, a partir das legendas, de 1:05 a 1:39: os remédios são uma das causas do orgasmo retardado, em especial os antidepressivos; os pacientes devem conversar com quem receitou o remédio e nunca parar esses remédios de uma vez. O vídeo foi incluído para parar em 1:40, antes de ela falar de troca de remédio e de outros tratamentos; este artigo não recomenda nenhum. A descrição da ISSM diz que as opiniões são da palestrante e não necessariamente as da sociedade.
  14. Moral Medicine, I Lost My Sexual Identity After Prozac (em inglês), entrevista com Katie, 26 de maio de 2026 (10 minutos), incluída aqui como um trecho de 0:35 a 1:23. Das legendas automáticas do YouTube: “Tenho 35 anos e sou do Reino Unido” (0:35). Fluoxetina aos 21 anos, tomada “por cerca de 3 anos, com algumas pausas” (0:40 a 0:50). Os sintomas dela “incluem perda de prazer, sensação sexual fisicamente dormente, disfunção sexual, anorgasmia” (1:00 a 1:06). “Eu nunca tinha tido nenhum desses problemas antes de tomar os remédios” (1:17). A história dela no nosso site: Katie: 14 anos depois do Prozac.

As citações foram traduzidas do inglês, exceto a frase das bulas dos ISRS, que segue a versão oficial em português da EMA.

Isto não substitui orientação médica. Converse com seu médico ou sua médica antes de tomar decisões sobre o tratamento.

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