PSSD: relacionamentos depois de um crash
Como conversar com parceiro, família e amigos depois de um crash por PSSD, com relatos de quem já passou por isso e jeitos de manter os vínculos.

Viver com a disfunção sexual pós-ISRS (PSSD) pode pesar muito nos seus relacionamentos. Seja com seu parceiro ou sua parceira, com a família ou com os amigos, as mudanças que vêm com a PSSD podem ser difíceis para você e para quem está por perto. Este artigo traz algumas orientações para atravessar essas dificuldades, reunindo a experiência de outras pessoas que passaram por situações parecidas.
Conversar com seu parceiro ou sua parceira
Um dos lados mais duros da PSSD pode ser o efeito sobre a relação com seu parceiro ou sua parceira. Conversar abertamente é essencial, ainda que falar de assuntos tão íntimos seja difícil.
“Levei um tempo para me abrir com a pessoa com quem eu vivia sobre o que estava acontecendo comigo. Mas, depois que falei, conseguimos enfrentar isso juntos, mesmo não sendo fácil.” - Paciente com PSSD, Reino Unido
Para algumas pessoas, explicar as mudanças físicas e emocionais dentro da relação abre caminho para mais compreensão e apoio mútuo.
“Passamos a ter conversas mais honestas sobre a nossa relação, o que nos ajudou a nos reaproximar em outros níveis, mesmo com o lado físico difícil.” - Paciente com PSSD, Reino Unido
Lidar com as expectativas da família e dos amigos
Família e amigos podem não entender de imediato o que é a PSSD nem como ela afeta você. Vale alinhar as expectativas e explicar sua situação com clareza.
“Tive que explicar para a minha família que eu talvez não conseguisse participar nem estar presente como antes. Foi duro, mas, depois que entenderam, passaram a me apoiar mais.” - Paciente com PSSD, Reino Unido
Também é fundamental reconhecer que nem todo mundo vai reagir bem. Algumas pessoas podem ter dificuldade de entender ou de aceitar a sua doença.
“Alguém do meu grupo de amigos não entendeu direito no começo e achou que eu estava só passando por uma fase. Demorou um pouco, mas acabou entendendo depois que passei mais informações.” - Paciente com PSSD, Estados Unidos
Lidar com reações negativas
Nem toda reação vai ser positiva, e vale se preparar para isso. Algumas pessoas podem reagir com descrença ou desconforto.
“Quando falei da PSSD pela primeira vez, a pessoa com quem eu estava ficou desconfiada e não acreditou muito que aquilo fosse real. Doeu, mas, com o tempo, passei mais materiais e tivemos conversas mais profundas, o que ajudou.” - Paciente com PSSD, Reino Unido
“Alguém muito próximo não deu conta da conversa e se afastou de mim. Foi doloroso, mas eu precisei focar nas pessoas que me apoiavam.” - Paciente com PSSD, Canadá
Fortalecer os relacionamentos
Apesar das dificuldades, muita gente percebe que os relacionamentos podem ficar mais fortes quando os dois lados enfrentam isso juntos.
“A nossa relação passou a ser mais sobre apoio emocional e compreensão, e isso nos aproximou de um jeito que não tinha acontecido antes.” - Paciente com PSSD, Reino Unido
Construir ao seu redor uma rede de pessoas que entendem e apoiam é fundamental para manter relacionamentos saudáveis enquanto você lida com a PSSD.
Para saber mais
- O que é a PSSD? Uma introdução aos riscos dos antidepressivos
- Notificar efeitos colaterais
- Registro de pacientes PSSD/PFS
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Adaptar-se à vida com PSSD é difícil, principalmente quando se trata de manter os relacionamentos. Conversando abertamente e buscando apoio de quem entende, é possível atravessar essas mudanças e preservar vínculos que fazem sentido com as pessoas que você ama.
Todas as citações foram traduzidas do inglês.